117. O sentido espiritual. Graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura (1101), mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais.
- O sentido alegórico. Podemos adquirir uma compreensão mais profunda dos acontecimentos reconhecendo a significação deles em Cristo; assim, a travessia do Mar Vermelho é um sinal da vitória de Cristo, e também do Batismo (Cf. 1Cor 10,2).
- O sentido moral. Os acontecimentos relatados na Escritura devem conduzir-nos a um justo agir. Eles foram escritos "para nossa instrução" (1Cor 10,11). (Cf Hb 3-4,11)
- O sentido anagógico. Podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna, conduzindo-nos (em grego: "anagogé"; pronuncia-se "anagogué") à nossa Pátria. Assim, a Igreja na terra é sinal da Jerusalém celeste (Cf Ap 21,1-22,5).
281. É por isso que as leituras da Vigília Pascal, celebração da criação nova em Cristo, começam pelo relato da criação (1095); da mesma forma, na liturgia bizantina, o relato da criação constitui sempre a primeira leitura das vigílias das grandes festas do Senhor. Segundo o testemunho dos antigos, a instrução dos catecúmenos para o batismo segue o mesmo caminho.
519. Toda a riqueza de Cristo “é destinada a cada homem e constitui o bem de cada um” (793,602). Cristo não viveu sua vida para si mesmo, mas para nós, desde sua Encarnação “por nós, homens, e por nossa salvação” até sua Morte “por nossos pecados” (1Cor 15,3) e sua Ressurreição “para nossa justificação” (Rm 4,25). Ainda agora, Ele é “nosso advogado junto do Pai” (1Jo 2,1), “estando sempre vivo para interceder a nosso favor” (Hb 7,25). Com tudo o que viveu e sofreu por nós uma vez por todas, Ele permanece presente para sempre “diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24). (1085)
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